Goiânia, GO – A expectativa de milhares de famílias goianienses de aproveitar o Parque Mutirama durante as férias de julho em Goiânia foi frustrada. O tradicional centro de lazer, que é um dos principais pontos turísticos de Goiânia, permanece fechado desde março, encerrando o mês de julho sem qualquer previsão de reabertura. Além disso, a prefeitura já sinaliza uma possível mudança drástica: o fim da gratuidade no Mutirama, um benefício da gestão anterior que pode ser revogado.

Considerado um patrimônio cultural de Goiânia, o Parque Mutirama foi interditado devido a sérios problemas de manutenção e irregularidades em contratos herdados da gestão passada, conforme aponta a Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas (Segenp). A promessa inicial era de uma reabertura, mesmo que parcial, antes do recesso escolar de julho, o que infelizmente não se concretizou, gerando desapontamento na população.

A complexidade da situação reside na necessidade de novas licitações. Tanto a manutenção quanto a operação dos brinquedos do Mutirama dependem de contratos que estão vencidos ou próximos de expirar. A Segenp informou que está empenhada na realização desses novos processos licitatórios, mas, até o momento, não divulgou um cronograma de reabertura do Parque Mutirama.

A notícia que mais impacta os frequentadores e a comunidade é a iminente cobrança de ingressos no Parque Mutirama. A atual gestão municipal está avaliando diferentes modelos de concessão à iniciativa privada ou parcerias público-privadas (PPPs). Tais medidas visam garantir a sustentabilidade financeira e a manutenção contínua do parque, mas, como consequência direta, poderiam resultar na perda da entrada gratuita do Mutirama.

Enquanto a prefeitura de Goiânia debate as melhores soluções para o futuro do parque, a população, em especial as famílias de baixa renda que viam no Parque Mutirama uma rara e valiosa opção de lazer acessível em Goiânia, aguarda com grande incerteza. O futuro de um dos mais queridos cartões-postais da capital goiana permanece em aberto, e a comunidade espera por transparência e soluções que preservem o acesso ao lazer para todos.